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	<title>Actos falhados</title>
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	<description>Pormenores insignificantes, bizarrias do nosso comportamento que não percebemos...</description>
	<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 02:30:11 +0000</pubDate>
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		<title>Evolução natural</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2008/04/05/evolucao-natural/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 02:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Este vosso humilde "bloguer" iniciou um outro projecto com mais dois amigos. Para os interessados em continuar a ler o que por aqui se escrevia visitem <a href="http://www.pimbapimbapimba.blogspot.com/">www.pimbapimbapimba.blogspot.com</a> . Responderei pelo fantástico e ridículo nome de Mestre Chou Riçá (longa história, longa história...).</p>

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<p>Este vosso humilde &#8220;bloguer&#8221; iniciou um outro projecto com mais dois amigos. Para os interessados em continuar a ler o que por aqui se escrevia visitem <a href="http://www.pimbapimbapimba.blogspot.com/">www.pimbapimbapimba.blogspot.com</a> . Responderei pelo fantástico e ridículo nome de Mestre Chou Riçá (longa história, longa história&#8230;).</p>
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		<title>Não, não estão a sonhar nem é um vírus</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2007/09/27/nao-nao-estao-a-sonhar-nem-e-um-virus/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2007/09/27/nao-nao-estao-a-sonhar-nem-e-um-virus/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Sep 2007 20:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Nunca fui do género de abandonar os meus projectos pessoais antes de chegarem a um determinado ponto em que me satisfaçam. Por isso, o seu fim é relativo. Ainda que não tenha a certeza se este projecto já atingiu o seu término, posso, com bastante certeza, assegurar que já alcancei um patamar suficientemente alto para mim. Pouca ambição? Talvez…não nego que muitas vezes a preguiça (essa malvada) leva a melhor sobre mim. Quando iniciei este projecto sentia uma extrema vontade de partilhar com o mundo a minha visão, o meu…mundo. Afinal é para isso mesmo que servem os blogues, ou como dizia um professor meu, os pavões podem exibir as suas caudas coloridas, nós temos blogues para nos pavonearmos. Pelo caminho diverti-me imenso a escrever (é o que realmente importa), aliviei pressões e tensões, aprendi a transferir para o papel emoções, recebi imensos incentivos e elogios (tks!!) e conheci outras pessoas e visões (tantos ões). Então porquê parar de escrever? Boa pergunta. E legítima. Recorro então à chamada analogia. Tenho uma teoria pessoal (se bem que deve estar escrita algures por alguém famoso), que gosto de apelidar de “Teoria do elástico”. É muito simples e aplica-se a todos os contextos da vida. Imaginem um…elástico, pode até ser daqueles que as meninas e alguns meninos usam para prender o cabelo num belo “rabo-de-cavalo” (as piadas que se podem fazer…). Agora estiquem-no. O que pode acontecer? Podem esticá-lo ao máximo, até ele saltar das vossas mãos (gostava de ver as vossas carinhas de dor…ahahahahah…desculpem), como também pode saltar muito antes, por diversos motivos. O que eu quero dizer é que quanto mais esticarem, mais reacção oposta (encolher) vão receber. Não se esqueçam, é uma analogia (agora que penso bem e que tenho que a explicar, percebo que se calhar não deve haver assim tanta gente a pensar nisto…). Na verdade, é uma comparação para tudo na vida, já que esta é pautada pelo equilíbrio. E todo este floreado e amostra gratuita do meu imenso potencial intelectual (…) para resumir a grande razão para o “coma” deste blogue. Tal como o elástico, a minha vontade e alegria atingiram um máximo, obtendo algumas vitórias pessoais, e desde aí…desapareceram. Confesso que perdi o entusiasmo que me obrigava a estar sempre atento, até às aberturas dos pacotes de leite, e a pensar “isto dava um post com alguma piada”. Continuo a reparar mas por agora limito-me a sorrir perante esses…pormenores insignificantes, essas bizarrias do nosso comportamento que não percebemos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Tudo isto porque realmente custa-me ver este blogue ligado a uma máquina, a respirar artificialmente, quase que esperando que carreguem no botão. Bom, não foi isso que vim fazer. Só quis fazer um pequeno desfecho digno do que já foi este estabelecimento e do que já significou (os significados modificam-se…) para a minha pessoa e por respeito às pessoas (duas…por semana) que ainda caem aqui e têm que “levar” com as claques. Não vou acabar com o Actos Falhados, mas passado estes meses todos, afirmo, oficialmente, que não vou passar por aqui nos próximos tempos…acho eu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">(Confesso que isto de voltar a escrever sabendo que é para publicar, deu-me aquela comichão na barriga, como se da primeira vez se tratasse).</p>

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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Nunca fui do género de abandonar os meus projectos pessoais antes de chegarem a um determinado ponto em que me satisfaçam. Por isso, o seu fim é relativo. Ainda que não tenha a certeza se este projecto já atingiu o seu término, posso, com bastante certeza, assegurar que já alcancei um patamar suficientemente alto para mim. Pouca ambição? Talvez…não nego que muitas vezes a preguiça (essa malvada) leva a melhor sobre mim. Quando iniciei este projecto sentia uma extrema vontade de partilhar com o mundo a minha visão, o meu…mundo. Afinal é para isso mesmo que servem os blogues, ou como dizia um professor meu, os pavões podem exibir as suas caudas coloridas, nós temos blogues para nos pavonearmos. Pelo caminho diverti-me imenso a escrever (é o que realmente importa), aliviei pressões e tensões, aprendi a transferir para o papel emoções, recebi imensos incentivos e elogios (tks!!) e conheci outras pessoas e visões (tantos ões). Então porquê parar de escrever? Boa pergunta. E legítima. Recorro então à chamada analogia. Tenho uma teoria pessoal (se bem que deve estar escrita algures por alguém famoso), que gosto de apelidar de “Teoria do elástico”. É muito simples e aplica-se a todos os contextos da vida. Imaginem um…elástico, pode até ser daqueles que as meninas e alguns meninos usam para prender o cabelo num belo “rabo-de-cavalo” (as piadas que se podem fazer…). Agora estiquem-no. O que pode acontecer? Podem esticá-lo ao máximo, até ele saltar das vossas mãos (gostava de ver as vossas carinhas de dor…ahahahahah…desculpem), como também pode saltar muito antes, por diversos motivos. O que eu quero dizer é que quanto mais esticarem, mais reacção oposta (encolher) vão receber. Não se esqueçam, é uma analogia (agora que penso bem e que tenho que a explicar, percebo que se calhar não deve haver assim tanta gente a pensar nisto…). Na verdade, é uma comparação para tudo na vida, já que esta é pautada pelo equilíbrio. E todo este floreado e amostra gratuita do meu imenso potencial intelectual (…) para resumir a grande razão para o “coma” deste blogue. Tal como o elástico, a minha vontade e alegria atingiram um máximo, obtendo algumas vitórias pessoais, e desde aí…desapareceram. Confesso que perdi o entusiasmo que me obrigava a estar sempre atento, até às aberturas dos pacotes de leite, e a pensar “isto dava um post com alguma piada”. Continuo a reparar mas por agora limito-me a sorrir perante esses…pormenores insignificantes, essas bizarrias do nosso comportamento que não percebemos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Tudo isto porque realmente custa-me ver este blogue ligado a uma máquina, a respirar artificialmente, quase que esperando que carreguem no botão. Bom, não foi isso que vim fazer. Só quis fazer um pequeno desfecho digno do que já foi este estabelecimento e do que já significou (os significados modificam-se…) para a minha pessoa e por respeito às pessoas (duas…por semana) que ainda caem aqui e têm que “levar” com as claques. Não vou acabar com o Actos Falhados, mas passado estes meses todos, afirmo, oficialmente, que não vou passar por aqui nos próximos tempos…acho eu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">(Confesso que isto de voltar a escrever sabendo que é para publicar, deu-me aquela comichão na barriga, como se da primeira vez se tratasse).</p>
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		<title>Claques</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/11/05/claques/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/11/05/claques/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2006 23:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Podia enaltecer o espírito primário que (devia) está inerente ao conceito de claque – apoio incondicional a uma equipa, a um emblema, a uma associação, a um grupo, a uma agremiação, a um conjunto de pessoas, seja o que for, em qualquer lado em qualquer altura. Muito bonito, mas não tem piada. Podia falar dos comportamentos perfeitamente civilizados que muitos elementos de claques exibem, quer dentro do estádio, quer, por exemplo, numa bomba de gasolina (estes comportamentos são mais civilizados quanto maior for o grupo…). Mas também não teria muita piada. Podia admirar a coragem de regressarem a casa com os vidros “abertos”, no autocarro. Podia descrever o gajo do megafone, que em noites de Dezembro não precisa de cobrir o tronco, pois o seu tecido adiposo aquece-o. Embora aprecie imenso o facto de ele conseguir falar no dia seguinte, também não teria assim tanta piada. E o tipo do tambor/bombo/jambé? Não pode faltar para marcar o ritmo, mas também não passa disso – pouca comicidade. Ou mesmo o que agita a bandeira gigantesca, pendurado nas grades do estádio! Impressionante a força que deve ter para não cair para trás com o peso daquilo – digno mesmo de um verdadeiro porta-estandarte de uma tuna! Mas esses gajos também nunca tiveram piada. Podia dissecar sobre o elevado nível de falta de dentição frontal dos associados, sobre o enorme número de objectos brilhantes, pendurados em orelhas ou mesmo aos pescoços, o facto de um em cada dois possuir um objecto cortante e/ou um boné/casaco “à claque”, ou ainda sobre o reduzidíssimo, íssimo, grau de alcoolémia/drogas-em-geral-mas-com-especial-atenção-para-as-ditas-leves, presente no sistema circulatório ou digestivo dos sujeitos. Mas isto não passam de lugares-comuns e portanto também não haveria muito mais para dizer. O quem me fascina mesmo é outra questão. É daquelas perguntas, cuja resposta provavelmente é tão óbvia que eu não a sei – mas onde é que estes gajos ensaiam as músicas e coreografias que depois exibem no estádio? Será que se juntam na cave de algum deles?</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Oh Quim Zé, não me digas que vais trazer para aí os teus amigos outra vez…”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Ei oh Mãe, é só hoje …é a minha vez e a velhota do mãozinhas já não fazer para nós daqueles biscoitinhos…”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Não gosto nada do aspecto de alguns deles…e fico sempre com a sensação que me desaparecem algumas coisas cá de casa”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Isso deve ser aqueles gajos que vêm vender taparuéres. E para mais hoje não vem o Roscas”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “E fica sempre um cheiro tão estranho, a incenso lá baixo…gostava tanto que voltasses para a catequese…esses meninos é que eram boas companhias!”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não sei, eu gosto de pensar que é assim, mas duvido, até porque aquilo era capaz de incomodar os vizinhos…Será que existem sedes com salas de ensaio? Também seria uma bonita imagem – um estrado tipo coro, para os meninos todos, um maestro a conduzir e a ensinar as segundas vozes e, claro, a figura mítica, o velhote meio surdo ao piano! Nah…isto das claques não tem assim tanta piada…</font></p>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Podia enaltecer o espírito primário que (devia) está inerente ao conceito de claque – apoio incondicional a uma equipa, a um emblema, a uma associação, a um grupo, a uma agremiação, a um conjunto de pessoas, seja o que for, em qualquer lado em qualquer altura. Muito bonito, mas não tem piada. Podia falar dos comportamentos perfeitamente civilizados que muitos elementos de claques exibem, quer dentro do estádio, quer, por exemplo, numa bomba de gasolina (estes comportamentos são mais civilizados quanto maior for o grupo…). Mas também não teria muita piada. Podia admirar a coragem de regressarem a casa com os vidros “abertos”, no autocarro. Podia descrever o gajo do megafone, que em noites de Dezembro não precisa de cobrir o tronco, pois o seu tecido adiposo aquece-o. Embora aprecie imenso o facto de ele conseguir falar no dia seguinte, também não teria assim tanta piada. E o tipo do tambor/bombo/jambé? Não pode faltar para marcar o ritmo, mas também não passa disso – pouca comicidade. Ou mesmo o que agita a bandeira gigantesca, pendurado nas grades do estádio! Impressionante a força que deve ter para não cair para trás com o peso daquilo – digno mesmo de um verdadeiro porta-estandarte de uma tuna! Mas esses gajos também nunca tiveram piada. Podia dissecar sobre o elevado nível de falta de dentição frontal dos associados, sobre o enorme número de objectos brilhantes, pendurados em orelhas ou mesmo aos pescoços, o facto de um em cada dois possuir um objecto cortante e/ou um boné/casaco “à claque”, ou ainda sobre o reduzidíssimo, íssimo, grau de alcoolémia/drogas-em-geral-mas-com-especial-atenção-para-as-ditas-leves, presente no sistema circulatório ou digestivo dos sujeitos. Mas isto não passam de lugares-comuns e portanto também não haveria muito mais para dizer. O quem me fascina mesmo é outra questão. É daquelas perguntas, cuja resposta provavelmente é tão óbvia que eu não a sei – mas onde é que estes gajos ensaiam as músicas e coreografias que depois exibem no estádio? Será que se juntam na cave de algum deles?</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Oh Quim Zé, não me digas que vais trazer para aí os teus amigos outra vez…”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Ei oh Mãe, é só hoje …é a minha vez e a velhota do mãozinhas já não fazer para nós daqueles biscoitinhos…”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Não gosto nada do aspecto de alguns deles…e fico sempre com a sensação que me desaparecem algumas coisas cá de casa”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “Isso deve ser aqueles gajos que vêm vender taparuéres. E para mais hoje não vem o Roscas”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">- “E fica sempre um cheiro tão estranho, a incenso lá baixo…gostava tanto que voltasses para a catequese…esses meninos é que eram boas companhias!”</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não sei, eu gosto de pensar que é assim, mas duvido, até porque aquilo era capaz de incomodar os vizinhos…Será que existem sedes com salas de ensaio? Também seria uma bonita imagem – um estrado tipo coro, para os meninos todos, um maestro a conduzir e a ensinar as segundas vozes e, claro, a figura mítica, o velhote meio surdo ao piano! Nah…isto das claques não tem assim tanta piada…</font></p>
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		<title>Dia dos nossos Santos</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/11/03/dia-dos-nossos-santos/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/11/03/dia-dos-nossos-santos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2006 01:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Que engraçada que é esta romaria aos cemitérios! Ainda bem que, no meio de tanta agitação e trabalho, conseguimos ter um dia por ano para nos lembrarmos dos que já não estão entre nós. Acho mesmo que eles ficam muito contentes (se é que ainda conseguem sentir algo) por nós dispensarmos umas horitas do nosso curto ano para os visitar. Parece que os estou a ouvir (por muito mórbido que seja...): “ Ena pá! Já não via tanta gente por aqui a mexer-se desde o dia em que me vieram dizer adeus!”. E ele é jarras coloridas cheias de cruzes, flores de plástico, bem vistosas, velas a pilhas, porque as outras apagam-se durante a noite e isto ainda tem que durar algum tempo, varrem-se jazigos, lavam-se campas, visitam-se outras que ficam ali ao lado, mas que bom aspecto com que aquilo fica! E ai de quem demorar menos que o tempo socialmente aceitável – não sente falta nem está triste! E neste dia temos que estar tristes, porque é dia de nos lembrarmos, logo é dia de sentir falta.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Bem, começa a ficar na hora de nos preparmos para logo, joga o Glorioso e uma vitória vinha mesmo a calhar, por isso vamos torcer e sofrer. Hipocrisia? Não, sincera falsidade admitida...Não passa de uma questão de fé – acreditarmos no que queremos para continuarmos a sobreviver.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">(texto publicado com 2dias de atraso)</font></p>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Que engraçada que é esta romaria aos cemitérios! Ainda bem que, no meio de tanta agitação e trabalho, conseguimos ter um dia por ano para nos lembrarmos dos que já não estão entre nós. Acho mesmo que eles ficam muito contentes (se é que ainda conseguem sentir algo) por nós dispensarmos umas horitas do nosso curto ano para os visitar. Parece que os estou a ouvir (por muito mórbido que seja&#8230;): “ Ena pá! Já não via tanta gente por aqui a mexer-se desde o dia em que me vieram dizer adeus!”. E ele é jarras coloridas cheias de cruzes, flores de plástico, bem vistosas, velas a pilhas, porque as outras apagam-se durante a noite e isto ainda tem que durar algum tempo, varrem-se jazigos, lavam-se campas, visitam-se outras que ficam ali ao lado, mas que bom aspecto com que aquilo fica! E ai de quem demorar menos que o tempo socialmente aceitável – não sente falta nem está triste! E neste dia temos que estar tristes, porque é dia de nos lembrarmos, logo é dia de sentir falta.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Bem, começa a ficar na hora de nos preparmos para logo, joga o Glorioso e uma vitória vinha mesmo a calhar, por isso vamos torcer e sofrer. Hipocrisia? Não, sincera falsidade admitida&#8230;Não passa de uma questão de fé – acreditarmos no que queremos para continuarmos a sobreviver.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">(texto publicado com 2dias de atraso)</font></p>
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		</item>
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		<title>Síndrome de Sexta-Feira</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/10/28/sindrome-de-sexta-feira/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/10/28/sindrome-de-sexta-feira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Oct 2006 04:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">O nome técnico seria algo parecido com Crise de Ansiedade Generalizada. Não sei, não percebo nada disso. Na verdade, só consigo distinguir as térmitas que me estão a corroer o estômago, e este para se defender não pára quieto e ameaça sair pela boca várias vezes. Com isto, recebo o bónus da minha percepção espacial começar a sofrer alterações...hum...aquele carro parecia mais perto...Serão assim bons critérios de diagnóstico? Acho que sim, pelo menos servem para caracterizar este sentimento sem nome, de me querer esconder do mundo, mas não ter paciência e estar demasiado ansioso para isso. Apetece-me fazer tudo e não consigo nem quero fazer nada. Até ia correr, mas não quero, vou antes deitar-me na cama, mas isso também não resolve, porque o peito não acalma...”só estou bem, onde não estou, porque só quero ir,onde não vou”...já nem a música serve, tem um ritmo demasiado lento e já sei o verso seguinte, e se não sei, também não vai ser agora que o vou ouvir. Sigo para a aula e tento concentrar-me na voz de quem quer ensinar algo, mas esta está cada vez mais distante, tão distante que volto a sentir as térmitas. Mas isto não passa? Se pelo menos soubesse de onde vieram ou porque estão aqui...não sei, mas desconfio qe a culpa seja tua. E claro que o melhor está reservado para o fim – regresso a casa e ter que enfrentar o habitual trânsito, que no resto dos dias leva com a minha voz e assobio afinado, mas hoje só me apetece passar por cima de todos os carros e fugir, nem eu sei para onde, se bem que ao mesmo tempo, tenho medo de me esquecer qual é o acelarador...isto só vai ao sítio com a minha caminha e alguma escrita, sem sequer tentar abrir o Solitário...</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Amanhã é Sábado e espera-me assim uma cura de sono.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Ainda bem que as drogas nunca me atrairam, caso contrário, neste momento estava a ver elefantes cor-de-rosa ou coelhos falantes...</font></p>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">O nome técnico seria algo parecido com Crise de Ansiedade Generalizada. Não sei, não percebo nada disso. Na verdade, só consigo distinguir as térmitas que me estão a corroer o estômago, e este para se defender não pára quieto e ameaça sair pela boca várias vezes. Com isto, recebo o bónus da minha percepção espacial começar a sofrer alterações&#8230;hum&#8230;aquele carro parecia mais perto&#8230;Serão assim bons critérios de diagnóstico? Acho que sim, pelo menos servem para caracterizar este sentimento sem nome, de me querer esconder do mundo, mas não ter paciência e estar demasiado ansioso para isso. Apetece-me fazer tudo e não consigo nem quero fazer nada. Até ia correr, mas não quero, vou antes deitar-me na cama, mas isso também não resolve, porque o peito não acalma&#8230;”só estou bem, onde não estou, porque só quero ir,onde não vou”&#8230;já nem a música serve, tem um ritmo demasiado lento e já sei o verso seguinte, e se não sei, também não vai ser agora que o vou ouvir. Sigo para a aula e tento concentrar-me na voz de quem quer ensinar algo, mas esta está cada vez mais distante, tão distante que volto a sentir as térmitas. Mas isto não passa? Se pelo menos soubesse de onde vieram ou porque estão aqui&#8230;não sei, mas desconfio qe a culpa seja tua. E claro que o melhor está reservado para o fim – regresso a casa e ter que enfrentar o habitual trânsito, que no resto dos dias leva com a minha voz e assobio afinado, mas hoje só me apetece passar por cima de todos os carros e fugir, nem eu sei para onde, se bem que ao mesmo tempo, tenho medo de me esquecer qual é o acelarador&#8230;isto só vai ao sítio com a minha caminha e alguma escrita, sem sequer tentar abrir o Solitário&#8230;</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Amanhã é Sábado e espera-me assim uma cura de sono.</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Ainda bem que as drogas nunca me atrairam, caso contrário, neste momento estava a ver elefantes cor-de-rosa ou coelhos falantes&#8230;</font></p>
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<div></div>
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		</item>
		<item>
		<title>O mundo ao contrário</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/09/07/o-mundo-ao-contrario/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/09/07/o-mundo-ao-contrario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2006 03:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Um dia gostava de fazer um filme sobre as relações humanas. Bem, talvez escrever um livro. Pensando melhor, já ficava contente em perceber algumas coisas básicas. Não é que não me tenham ensinado, mas acho que me ensinaram mal. Ou então eu é que não aprendi bem. Normalmente, quando uma pessoa gosta de outra, não a faz sofrer, porque ninguém gosta de sofrer…ou era ao contrário? As pessoas gostam mesmo de sofrer e de fazer sofrer? Já não me lembro. Normalmente, gostamos de ter por perto as pessoas de quem gostamos. Ou era longe e afastadas? Nunca gostei de estudar nem de fazer trabalhos de casa. Era no amor que as coisas corriam bem ou era no sofrimento que tudo batia certo? Nunca soube. A felicidade combina com sentimentos bons ou é a tristeza? Acho que era a tristeza que nos fazia felizes. Seria? Bem, isto hoje está tão confuso que tenho medo de fechar os olhos. As noites podiam ser mais curtas quando estamos sem sono e com o peito cheio. Ou até podia ser sempre dia, porque isto de lutar ainda custa e sofrer ainda dói. Ou então não…</font></p>

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Um dia gostava de fazer um filme sobre as relações humanas. Bem, talvez escrever um livro. Pensando melhor, já ficava contente em perceber algumas coisas básicas. Não é que não me tenham ensinado, mas acho que me ensinaram mal. Ou então eu é que não aprendi bem. Normalmente, quando uma pessoa gosta de outra, não a faz sofrer, porque ninguém gosta de sofrer…ou era ao contrário? As pessoas gostam mesmo de sofrer e de fazer sofrer? Já não me lembro. Normalmente, gostamos de ter por perto as pessoas de quem gostamos. Ou era longe e afastadas? Nunca gostei de estudar nem de fazer trabalhos de casa. Era no amor que as coisas corriam bem ou era no sofrimento que tudo batia certo? Nunca soube. A felicidade combina com sentimentos bons ou é a tristeza? Acho que era a tristeza que nos fazia felizes. Seria? Bem, isto hoje está tão confuso que tenho medo de fechar os olhos. As noites podiam ser mais curtas quando estamos sem sono e com o peito cheio. Ou até podia ser sempre dia, porque isto de lutar ainda custa e sofrer ainda dói. Ou então não…</font></p>
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		<title>Aquela semana de dois em dois anos</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/27/aquela-semana-de-dois-em-dois-anos/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/27/aquela-semana-de-dois-em-dois-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2006 02:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Tudo pronto para aproveitar o que se apresentava ser como uma semana de descanso e praia, em família. Partida sem destino fixo, mas com a certeza de não ir muito longe, nessa bela invenção, que testa os limites da sanidade mental e da agradável convivência social em espaços pequenos, denominada Auto-Caravana. Ok, não vou ver os Sopranos nem o House, mas é por uma causa nobre. Pois bem…dessa semana o saldo apresenta-se bem negativo e longe do prognóstico – um fim de tarde na praia, 24h seguidas na caravana (qual Locke na escotilha) e dois dias em viagem (ida e volta). Causa – amigdalite. Realmente, a garganta até me estava a doer um pouco, mas não liguei e do alto da minha enorme masculinidade fui-me banhar nessas águas tão pouco atractivas do Atlântico. Resultado – no dia a seguir foi-me diagnosticada amigdalite, o que para quem não sabe é o mesmo que ter uma bola de ténis encostada a um dos lados da garganta que impede a saudável passagem de alimentos e líquidos pela garganta, provocando uma enorme dor nesse nobre acto de engolir, com o bónus da febre que pelos vistos gosta de atacar ao fim do dia e à noite, provocando inúmeras horas de insónias. Até aqui nada de especial, tirando os comprimidos de dimensões consideráveis, ideais para quem está com dificuldades ao nível da garganta. O melhor estaria reservado para o dia seguinte em que acordo e quase não consigo falar. Escrevi quase porque considero falar o que os bebés tentam fazer nos primeiros meses de vida. “Hum, isto não está com muito bom aspecto” – ainda bem, não me agrada a ideia de alguém poder vir a comer pedaços da minha garganta – se calhar o melhor é regressar à base, não confiando nos espanhóis, com a mania que não nos percebem ainda fazem asneiras. Poucas horas depois, já de regresso a casa, preparo-me para as tais medidas drásticas. Saio de casa, tipo cão que sabe que vai ao veterinário e não quer, e dou entrada nessa instituição que não me agoira nada de bom, o Hospital. “Deite-se aí e abaixe as calças.”. Não, tudo menos isso…Não pode ser noutro lado? Pelos vistos não, e assim sou confrontado com um dos momentos menos másculos e mais constrangedores da minha ainda curta vida. Sim, porque isto de estar deitado numa maca, literalmente de cú para o ar, com mais duas pessoas acamadas na sala, e duas enfermeiras nas minhas costas, sendo que uma delas apontava uma seringa a partes desprotegidas do meu corpo, não tem muito de engraçado ou construtivo para a minha dignidade. Toma lá uma penicilina e amanhã voltas para outra. Ah, é capaz de te doer UM BOCADINHO quando te sentares. Resultado final – garganta inchada, traseiro dorido e quarentena de alguns dias em casa. Eu não sou muito de ficar doente, mas, senhora Amigdalite, parabéns pelo timing digno de uma lei de Murphy. Bem, pelo menos aqui tenho televisão e Internet…</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Só mais uma curiosidade, um dos efeitos secundários desta adorável doença é a produção de saliva em quantidades absolutamente industriais. Como engolir dói, cuspo (para o lavatório que cuspir para o chão é feio) e digo, sem pinta de exagero que já podia ter enchido uma piscina olímpica de saliva.</font></p>

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<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Tudo pronto para aproveitar o que se apresentava ser como uma semana de descanso e praia, em família. Partida sem destino fixo, mas com a certeza de não ir muito longe, nessa bela invenção, que testa os limites da sanidade mental e da agradável convivência social em espaços pequenos, denominada Auto-Caravana. Ok, não vou ver os Sopranos nem o House, mas é por uma causa nobre. Pois bem…dessa semana o saldo apresenta-se bem negativo e longe do prognóstico – um fim de tarde na praia, 24h seguidas na caravana (qual Locke na escotilha) e dois dias em viagem (ida e volta). Causa – amigdalite. Realmente, a garganta até me estava a doer um pouco, mas não liguei e do alto da minha enorme masculinidade fui-me banhar nessas águas tão pouco atractivas do Atlântico. Resultado – no dia a seguir foi-me diagnosticada amigdalite, o que para quem não sabe é o mesmo que ter uma bola de ténis encostada a um dos lados da garganta que impede a saudável passagem de alimentos e líquidos pela garganta, provocando uma enorme dor nesse nobre acto de engolir, com o bónus da febre que pelos vistos gosta de atacar ao fim do dia e à noite, provocando inúmeras horas de insónias. Até aqui nada de especial, tirando os comprimidos de dimensões consideráveis, ideais para quem está com dificuldades ao nível da garganta. O melhor estaria reservado para o dia seguinte em que acordo e quase não consigo falar. Escrevi quase porque considero falar o que os bebés tentam fazer nos primeiros meses de vida. “Hum, isto não está com muito bom aspecto” – ainda bem, não me agrada a ideia de alguém poder vir a comer pedaços da minha garganta – se calhar o melhor é regressar à base, não confiando nos espanhóis, com a mania que não nos percebem ainda fazem asneiras. Poucas horas depois, já de regresso a casa, preparo-me para as tais medidas drásticas. Saio de casa, tipo cão que sabe que vai ao veterinário e não quer, e dou entrada nessa instituição que não me agoira nada de bom, o Hospital. “Deite-se aí e abaixe as calças.”. Não, tudo menos isso…Não pode ser noutro lado? Pelos vistos não, e assim sou confrontado com um dos momentos menos másculos e mais constrangedores da minha ainda curta vida. Sim, porque isto de estar deitado numa maca, literalmente de cú para o ar, com mais duas pessoas acamadas na sala, e duas enfermeiras nas minhas costas, sendo que uma delas apontava uma seringa a partes desprotegidas do meu corpo, não tem muito de engraçado ou construtivo para a minha dignidade. Toma lá uma penicilina e amanhã voltas para outra. Ah, é capaz de te doer UM BOCADINHO quando te sentares. Resultado final – garganta inchada, traseiro dorido e quarentena de alguns dias em casa. Eu não sou muito de ficar doente, mas, senhora Amigdalite, parabéns pelo timing digno de uma lei de Murphy. Bem, pelo menos aqui tenho televisão e Internet…</font></p>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Só mais uma curiosidade, um dos efeitos secundários desta adorável doença é a produção de saliva em quantidades absolutamente industriais. Como engolir dói, cuspo (para o lavatório que cuspir para o chão é feio) e digo, sem pinta de exagero que já podia ter enchido uma piscina olímpica de saliva.</font></p>
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		<title>Só uma pequena questão</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/22/so-uma-pequena-questao/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/22/so-uma-pequena-questao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Jul 2006 01:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não nego, é verdade. Eu vi. E uma dúvida persiste e atormenta-me o espírito – O que podem dizer e pensar os filhos e netos desta festiva gente que constitui o tão eloquente público desse programa de imenso carácter lúdico denominado “Fiel ou Infiel?”?</font></p>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não nego, é verdade. Eu vi. E uma dúvida persiste e atormenta-me o espírito – O que podem dizer e pensar os filhos e netos desta festiva gente que constitui o tão eloquente público desse programa de imenso carácter lúdico denominado “Fiel ou Infiel?”?</font></p>
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		<title>Às escondidas</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/21/as-escondidas/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Jul 2006 03:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não me disseram quando começou o jogo, mas pelos vistos ninguém é avisado, cabe a cada um descobrir mais cedo ou mais tarde. Lembro-me quando comecei a jogar, há algum tempo, ia encontrando alguns escondidos e voltava a correr para os contar. O último teimava em não aparecer, e eu perdia sempre. Agora, continuo a jogar e a teimar em não te encontrar…admito que está difícil, mas não tenho pressa, até porque este jogo está a dar-me muito prazer. Acho que ainda não procurei na garagem…esconde-te bem porque ainda te posso encontrar demasiado cedo.</font></p>

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<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Não me disseram quando começou o jogo, mas pelos vistos ninguém é avisado, cabe a cada um descobrir mais cedo ou mais tarde. Lembro-me quando comecei a jogar, há algum tempo, ia encontrando alguns escondidos e voltava a correr para os contar. O último teimava em não aparecer, e eu perdia sempre. Agora, continuo a jogar e a teimar em não te encontrar…admito que está difícil, mas não tenho pressa, até porque este jogo está a dar-me muito prazer. Acho que ainda não procurei na garagem…esconde-te bem porque ainda te posso encontrar demasiado cedo.</font></p>
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		<title>Previsão meteorológica</title>
		<link>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/18/previsao-meteorologica/</link>
		<comments>http://actosfalhados.blog.com/2006/07/18/previsao-meteorologica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2006 03:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chichorro</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Os meus comentários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Previsão para os próximos 60 dias: a norte o céu estará limpo, muito pouco nublado, embora com a possibilidade de ocorrência de precipitação nos dias de maior calor, vento fraco a moderado, vindo de pontos mais altos, com cuidado e muita atenção, em noites&#160;de fraca luz poderá ser possível&#160;avistar algumas estrelas cadentes.&#160;A sul prevê-se vento fraco, com fortes possibilidades de aumento de intensidade gradual, céu limpo, sem nuvens, embora as tempestades típicas desta altura se devam fazer sentir. O meu corpo está de férias. Sou capaz de ir até à França, ou até ao Gerês…sou capaz de arranjar um trabalho ou sou capaz de fazer o mesmo de sempre…não interessa, estou de férias.</font></p>

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<p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font face="Times New Roman" size="3">Previsão para os próximos 60 dias: a norte o céu estará limpo, muito pouco nublado, embora com a possibilidade de ocorrência de precipitação nos dias de maior calor, vento fraco a moderado, vindo de pontos mais altos, com cuidado e muita atenção, em noites&#160;de fraca luz poderá ser possível&#160;avistar algumas estrelas cadentes.&#160;A sul prevê-se vento fraco, com fortes possibilidades de aumento de intensidade gradual, céu limpo, sem nuvens, embora as tempestades típicas desta altura se devam fazer sentir. O meu corpo está de férias. Sou capaz de ir até à França, ou até ao Gerês…sou capaz de arranjar um trabalho ou sou capaz de fazer o mesmo de sempre…não interessa, estou de férias.</font></p>
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