Não, não estão a sonhar nem é um vírus
Nunca fui do género de abandonar os meus projectos pessoais antes de chegarem a um determinado ponto em que me satisfaçam. Por isso, o seu fim é relativo. Ainda que não tenha a certeza se este projecto já atingiu o seu término, posso, com bastante certeza, assegurar que já alcancei um patamar suficientemente alto para mim. Pouca ambição? Talvez…não nego que muitas vezes a preguiça (essa malvada) leva a melhor sobre mim. Quando iniciei este projecto sentia uma extrema vontade de partilhar com o mundo a minha visão, o meu…mundo. Afinal é para isso mesmo que servem os blogues, ou como dizia um professor meu, os pavões podem exibir as suas caudas coloridas, nós temos blogues para nos pavonearmos. Pelo caminho diverti-me imenso a escrever (é o que realmente importa), aliviei pressões e tensões, aprendi a transferir para o papel emoções, recebi imensos incentivos e elogios (tks!!) e conheci outras pessoas e visões (tantos ões). Então porquê parar de escrever? Boa pergunta. E legítima. Recorro então à chamada analogia. Tenho uma teoria pessoal (se bem que deve estar escrita algures por alguém famoso), que gosto de apelidar de “Teoria do elástico”. É muito simples e aplica-se a todos os contextos da vida. Imaginem um…elástico, pode até ser daqueles que as meninas e alguns meninos usam para prender o cabelo num belo “rabo-de-cavalo” (as piadas que se podem fazer…). Agora estiquem-no. O que pode acontecer? Podem esticá-lo ao máximo, até ele saltar das vossas mãos (gostava de ver as vossas carinhas de dor…ahahahahah…desculpem), como também pode saltar muito antes, por diversos motivos. O que eu quero dizer é que quanto mais esticarem, mais reacção oposta (encolher) vão receber. Não se esqueçam, é uma analogia (agora que penso bem e que tenho que a explicar, percebo que se calhar não deve haver assim tanta gente a pensar nisto…). Na verdade, é uma comparação para tudo na vida, já que esta é pautada pelo equilíbrio. E todo este floreado e amostra gratuita do meu imenso potencial intelectual (…) para resumir a grande razão para o “coma” deste blogue. Tal como o elástico, a minha vontade e alegria atingiram um máximo, obtendo algumas vitórias pessoais, e desde aí…desapareceram. Confesso que perdi o entusiasmo que me obrigava a estar sempre atento, até às aberturas dos pacotes de leite, e a pensar “isto dava um post com alguma piada”. Continuo a reparar mas por agora limito-me a sorrir perante esses…pormenores insignificantes, essas bizarrias do nosso comportamento que não percebemos.
Tudo isto porque realmente custa-me ver este blogue ligado a uma máquina, a respirar artificialmente, quase que esperando que carreguem no botão. Bom, não foi isso que vim fazer. Só quis fazer um pequeno desfecho digno do que já foi este estabelecimento e do que já significou (os significados modificam-se…) para a minha pessoa e por respeito às pessoas (duas…por semana) que ainda caem aqui e têm que “levar” com as claques. Não vou acabar com o Actos Falhados, mas passado estes meses todos, afirmo, oficialmente, que não vou passar por aqui nos próximos tempos…acho eu.
(Confesso que isto de voltar a escrever sabendo que é para publicar, deu-me aquela comichão na barriga, como se da primeira vez se tratasse).