Monday, March 6, 2006

Carro novo

Lá baixo a cidade adormeceu. As nuvens tentam tapar a lua e o sossego aparente daquele conjunto de pontos amarelos proporciona uma vista que eu queria fotografar e reter para sempre na minha memória. Dizem que as luzes mais distantes tremem porque acendem e apagam cinquenta vezes por segundo. Eu acho que é o vento. Daqui não oiço nada. Só o silêncio. Já não sinto o corpo. A dor que o frio traz já não me afecta. O tempo deve ter parado e não me apetece sair daqui. Acho mesmo que podia ficar aqui eternamente. Perdi-me, já nem me lembro o que me trouxe aqui, mas ainda bem que este lugar existe. Quero olhar para todo o lado, mas não consigo. Quero observar a imagem toda, mas não consigo. “Isto não passa de um grande jogo, não tinha piada nenhum acabá-lo já. Vamos esperar pelos níveis mais difíceis, que estes já não dão pica”. Marquei um golo de rebola-caixotes e desci. Afinal a cidade não adormeceu, está só à espera da manhã. Ainda não foi hoje que te encontrei. Não há crise. Ainda não acabou a primeira parte e já estou a ganhar e vão existir sempre aqueles sítios donde só se vê a torre!

Posted by Chichorro in 22:15:19
Comments

3 Responses

  1. Acosta says:

    Estamos a ganhar, malta. Nenhum de nós cairá, que eu não deixo. Pelo menos enquanto vocês me forem mantendo em pé…

  2. cocas says:

    Estamos e continuaremos a ganhar.
    Nunca iremos cair enquanto nos mantermos unidos…
    Seremos para sempre os vencedores deste jogo que é a vida.

  3. Nunca se ganha sempre. No entanto, mesmo quando estivermos a perder, há que saber que da próxima, vamos ganhar. E que no fim disto tudo, vamos mesmo ganhar…

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